ranqueamento no google

Ranqueamento no Google: o que você precisa saber

Se você chegou aqui, tem o mesmo desejo de muitas empresas: melhorar o ranqueamento no Google. A verdade é que os fatores que determinam os primeiros colocados são um grande mistério. No entanto, compreender sobre como o buscador funciona e as estratégias utilizadas pelos profissionais do marketing ajuda (e muito) a obter resultados.

Todos os anos as informações mudam, e é importante estar de olhos bem abertos para as modificações. Por isso, separei diversos dados sobre este tema, além de algumas dicas atualizadas para vocês. Confira quais são agora!

Por que é vantajoso usar SEO para estar nos primeiros resultados da busca?

Se você ainda não sabe bem porque todo mundo quer aparecer na primeira página do Google, não se preocupe, explicarei de maneira simples e breve. Se você já sabe, recomendo pular para o próximo tópico.

Quando você faz uma busca qualquer no Google, como por exemplo “indústria 4.0” verá que os primeiros na busca são anúncios. Apesar de ser uma boa ideia investir em anúncios para colocar sua empresa ali, não é incomum passarmos direto por estes resultados e ir diretamente para as primeiras posições orgânicas (que não pagam para estar ali).

O Google investe constantemente na estrutura da SERP (Search Engine Results Page), que é essa página de resultados. Para ele, o importante é deixar os melhores conteúdos posicionados e de maneira estratégica. Veja abaixo a primeira página de resultados* da palavra-chave “Indústria 4.0” para analisarmos juntos.

*registrado em outubro de 2021

Nela temos: 

  • anúncios;
  • conteúdos informativos;
  • perguntas frequentes;
  • conceito resumido com imagens e itens também pesquisados;
  • vídeos.

Tudo na primeira página. Fazendo com que seja mais fácil encontrar o que precisa logo ali e mais difícil chegar até a segunda página em diante.

Com tantas empresas investindo, a competitividade em algumas áreas é cada vez maior. Porém, ao criar um conteúdo, seja ele um artigo de blog, um vídeo, uma landing page oferecendo material rico, ou algum outro, você consegue ter uma chance de chegar lá. Mais ainda se você conhecer e aplicar as técnicas de SEO.

O que é SEO?

SEO é a sigla para Search Engine Optimization e representa as técnicas utilizadas para que o Google ache que seu site é uma das melhores opções para determinadas buscas e o coloque entre as primeiras posições. Basicamente, você faz algumas ações que vão mostrar ao Google que o seu site é merecedor de ter destaque nas buscas.

Como o Google funciona?

Vamos começar pelo começo. O objetivo do Google é entregar a seus usuários os melhores resultados para cada busca realizada. Para isso, ele já passou por muitas transformações desde seu lançamento. Foi realizando essas modificações ao longo dos anos que ele se tornou o site de buscas mais popular do mundo.

Porém, basicamente, seu funcionamento ocorre em três etapas: rastreamento, indexação e ranqueamento. Saiba mais sobre elas agora mesmo.

1. Rastreamento (Crawling)

O Google tem vários “robozinhos” que procuram todos os códigos e conteúdos existentes na Internet. O rastreamento feito pelo Googlebot busca novas URLs para indexar no banco de dados. As páginas que têm URLs anexadas (hiperlinks), indicam novos caminhos que se por sua vez tiverem outras URLs vão indicando outros.

Entender isso é importante porque assim você pode descobrir que os robôs não “entendem” o conteúdo em Flash. Isso significa que o seu conteúdo pode ser o melhor, se estiver em Flash, não será anexado. O ideal é desenvolver sites com HTML simples e com códigos e conteúdos que os robôs consigam ler.

2. Indexação (Indexing)

Depois de rastreadas, as URLs vão para o banco de dados e o algoritmo passa a organizar os conteúdos conforme as informações que ele apresenta para o usuário. Vale lembrar, que os robôs analisam as páginas como se só tivessem textos, por isso as palavras-chaves inseridas dentro do conteúdo ajudam os robozinhos a entender do que você está falando e indexar o conteúdo nas buscas relacionadas a esse termo.

3. Ranqueamento (Ranking)

O ranqueamento ocorre toda vez que o usuário digita um termo para realizar a busca. O algoritmo coleta a informação e vai atrás de todos os conteúdos que correspondem ao termo. A ordem dos resultados aparece de acordo com o que ele acha que é mais relevante.

Mas o que é preciso fazer para ter um bom ranqueamento no Google?

Para aparecer em destaque no Google, é preciso investir em um site que proporcione uma boa experiência ao usuário, sendo rápido, seguro, bem estruturado, fácil de navegar e acessível. Além disso, é preciso produzir conteúdo relevante que sejam respostas e soluções para o que o seu público costuma pesquisar. 

A maior parte das pesquisas do Google não é por serviços ou produtos, mas sim por respostas para perguntas, como fazer algo, que conteúdos assistir, ler, receitas, definições de conceitos, entre outros. Há um universo de temas que podem ser abordados, mas você sempre deve escolher de acordo com o seu setor e o que as pessoas buscam quando se trata dos serviços ou produtos que você oferece.

Além da produção de conteúdo, a melhor maneira de melhorar seu ranqueamento no Google, é entendendo o funcionamento do buscador, conhecendo suas diretrizes, utilizar ferramentas para auxiliar no processo de implementação de melhorias e conhecer as melhores estratégias e práticas.

É preciso evitar a redução de cliques

O Google quer reduzir a taxa de cliques em resultados da busca orgânica e aumentar a taxa dos anúncios pagos — o que é bem óbvio, pois ele lucra mais com eles.

Além de realizar mudanças para destacar anúncios pagos, alguns resultados que aparecem na primeira página não estão recebendo cliques. O motivo? O Google está disponibilizando o resultado na própria página de resultados.

Quando você busca por “5 cidades mais populosas do Brasil”, por exemplo, ele mostra a lista das cidades seguida do número de habitantes. Com isso, a pessoa não precisa mais entrar no site para descobrir o resultado, a menos que ela queira mais informações.

Ranqueamento de palavras-chave no Google

O mesmo ocorre quando você procura a previsão do tempo de uma cidade específica.

Uma forma de reduzir os impactos é trabalhar em palavras-chave de cauda longa de buscas mais específicas, já que elas geralmente não conseguem ser respondidas somente com uma frase, uma imagem ou uma lista.

Foque também em palavras-chave com alta taxa de cliques, não apenas de volume de pesquisa. E comece a incluir uma estratégia de captação de leads para não depender do Google para falar com as pessoas interessadas em seus produtos.

Foque em trazer as respostas que os usuários procuram

De acordo com estudos do Think With Google, os usuários estão fazendo perguntas ao Google como se fossem conversas. Aqui vai um exemplo para você compreender melhor:

Ao invés de “melhor laptop”, os usuários estão perguntando “qual o melhor laptop para jogos”. Buscas “para mim” também estão se tornando frequentes, como por exemplo “qual o melhor hotel perto de mim”. As pessoas estão pedindo conselho ao Google e buscam resultados que sejam assim: conselhos de amigos.

Isso afeta a forma como os artigos são produzidos, já que é preciso compreender a fundo a audiência e levar as respostas com a linguagem adequada a elas. Além disso, é importante garantir que está respondendo ao questionamento, para que a pessoa não se sinta “enganada”. Caso contrário, é possível que ela interrompa a navegação do site e não volte mais.

Priorize a experiência do usuário em dispositivos móveis

Em 2018 o Google começou a implementar o mobile-first index e em 2019 ele deve se consolidar. Com ele, o Google começará a analisar a versão mobile para verificar em qual ranking o resultado deve aparecer. Sendo assim, é hora de priorizar o layout para o celular e só então adaptar para o desktop para obter bons resultados de ranqueamento no Google.

Seu site precisa carregar no menor tempo possível

Em uma sociedade cada vez mais imediatista, as pessoas querem encontrar resultado rapidamente. Seja por estar realizando uma busca durante o horário de almoço ou apenas por impaciência, elas costumam fechar sites que não carregam rápido o suficiente.

O Google sabe disso e já está beneficiando páginas com carregamento rápido. O AMP Project é uma prova disso. Encabeçado pelo Google, ele é uma iniciativa de código aberto que visa desenvolver páginas de conteúdos estáticos que carreguem rapidamente nos celulares. Nos resultados, as páginas AMP são identificadas com um selo e aparecem em destaque.

A velocidade também se tornou um fator de ranqueamento no Google em dispositivos móveis. Desde 2010 isso já era feito em desktop, mas os dispositivos móveis só entraram na lista em julho de 2018.

Mostre ao Google qual tema você domina

Para determinar quem entende sobre um tema, o Google analisa o site em busca do tipo de conteúdo que você publica. Se no seu site tem muitos textos sobre um assunto diferente do que você realmente quer focar, sua estratégia precisa ser remodelada.

Além de escrever sobre o tema certo, insira links internos para que o Google veja que um artigo tem relação com o outro. Aqui no Letrase eu falo muito sobre marketing de conteúdo, embora explore outros temas de marketing digital. Faz parte da minha estratégia para alcançar um bom ranqueamento no Google.

Torne o seu site seguro

A segurança dos usuários também é uma preocupação do buscador. Por este motivo, ele passou a adotar o protocolo HTTPS como um fator de ranqueamento já em 2014. No entanto, em 2018 ele tomou uma decisão mais “drástica”, que foi a identificação de sites HTTP (sem HTTPS) como não seguro no Google Chrome.

Considerando que este navegador é muito utilizado, se o seu site ainda não investe neste aspecto, você deveria pensar em mudar isso o quanto antes.

Analise a estrutura do seu site

Mesmo com um site rápido e responsivo, se o usuário entrar e não conseguir localizar o que procura ele vai deixar o site rapidamente. Por isso, é importante analisar a arquitetura da informação do site, inserir URLs amigáveis e navegação intuitiva.

Também é preciso organizar os conteúdos com títulos, intertítulos, gráficos, imagens, lista numerada, entre outros recursos que melhorem a experiência de navegação.

Lembre-se de que o tempo de permanência no site também conta como fator para ranqueamento, portanto, produza bastante conteúdo e dê preferência a informações ricas, mesclando artigos curtos com outros maiores e complexos.

Atualize o conteúdo

Em 2020 aconteceram algumas mudanças que impactaram profundamente o ranqueamento no Google. Muitas empresas perceberam seus números variarem e não compreenderam o que aconteceu.

Acontece que,no dia 4 de maio o Google começou a lançar uma atualização que eles chamam de “core update”. Os setores mais afetados foram: viagem, imobiliária, saúde, pet e animais, pessoas e sociedade. Entre os menos afetados está o setor de notícias.

Embora o Google não revele exatamente quais são os fatores que passarão a utilizar, eles deram uma dica e falaram sobre atualização de artigos antigos.

Faz todo sentido, afinal, se o seu artigo foi feito em 2010 e estava na primeira página desde então sem nenhuma atualização, pode ser que as informações já não sejam tão relevantes agora.

Lembre-se que o Google SEMPRE vai priorizar a experiência de seus usuários e, quanto mais você deixar o seu conteúdo alinhado a isso, menos seu tráfego orgânico será afetado por atualizações. Portanto, reveja seus conteúdos e os atualize regularmente.

Busque também por links quebrados, pois às vezes inserimos hiperlinks externos e, após alguns anos, a página já não está mais no ar. O Google também procura por esses detalhes.

Core Wib Vitals

Em 2021, o Google lançou a atualização Core Web Vitals, que acrescentaram três métricas importantes de serem analisadas: carregamento, interatividade e estabilidade visual. Elas chegaram para melhorar ainda mais a experiência dos usuários dentro do site e trazem alguns desafios para quem ainda não analisava esses fatores. Nós fizemos um conteúdo completo sobre o tema. Vale a pena conferir.

Quais são as atualizações mais importantes?

O Google está sempre implementando atualizações para otimizar seu funcionamento e permitir que cada vez mais os resultados que apareçam sejam relevantes. De acordo com um artigo da MOZ, estima-se que essas mudanças ocorram cerca de 500 a 600 vezes por ano. O que, sejamos francos, é um número impressionante. Porém, é evidente como as melhorias impactam no funcionamento do buscador e, consequentemente no trabalho de SEO.

Há alguns anos, repetir a palavra-chave várias vezes ao longo do artigo já era o suficiente para estar entre os primeiros. Porém, se você utilizar essa prática agora, ao invés de conquistar o ranqueamento no Google, ele vai punir seu site, pois ele entenderá como uma prática para enganar o algoritmo. E acredite, tem gente que ainda utiliza essa técnica por não saber dessa informação.

Por isso, separei algumas atualizações marcantes do Google. Veja:

Panda

Lançada oficialmente em 2011, essa atualização teve grande impacto em diversos sites ao punir práticas consideradas inapropriadas como conteúdo duplicado, excesso de palavras-chave, textos gerados por ferramentas, páginas com poucos conteúdos, páginas com anúncios demais e sites que lotavam as páginas com links para gerar backlinks.

Penguin

Em 2012 foi a vez do Penguin causar impactos nos resultados do buscador. O objetivo era evitar que existissem páginas “otimizadas demais” e o Google Penguim atingiu sites que tinham como objetivo “enganar” o algoritmo.

Hummingbird

Essa atualização foi excelente para otimizar os resultados do Google e facilitar a produção de conteúdo de qualidade. Ele permitiu que as páginas pudessem ser encontradas sem a necessidade de que o resultado tivesse exatamente a mesma correspondência. Agora, sinônimos e palavras do mesmo campo semântico podiam ser encontradas na mesma busca.

Isso deu fim a práticas antigas que eram utilizadas, mas que atrapalhavam a leitura do conteúdo, como a otimização de palavras-chave “apartamento SP” que ficava da seguinte forma no texto:

Se você procura por apartamento SP, está no lugar certo…

Estranho, né? Mas era a forma encontrada para ranquear naquele tempo. Depois dessa atualização, quem escreve “apartamento SP” também encontra resultados com “apartamento em SP” ou mesmo “apartamentos em SP”, “apartamentos em São Paulo”. Então, colocar a palavra-chave exatamente igual não é mais necessário.

Pigeon

O Pigeon chegou em 2014 e passou a considerar a localização do usuário na hora de entregar os resultados da busca. Se você procurar por restaurantes, aparecerão os mais próximos, a menos que você insira restaurante + o bairro desejado. Muitos sites caíram de posição, em contrapartida, páginas de pequenos negócios locais conseguiram se posicionar e os usuários passaram a encontrar estabelecimentos mais próximos de onde estavam.

Mobilegeddon

A utilização dos dispositivos móveis para acessar o buscador não parava de crescer, por isso, em 2015, o Mobilegeddon chegou para posicionar melhor sites mobile-friendly.

Dessa forma, os usuários passaram a ter acesso a sites com design responsivo, que podiam ser acessados mais facilmente por meio do celular. Como essa atualização já estava sendo anunciada há um tempo, a maioria dos sites já tinha se preparado a ela e o efeito não foi tão grande.

RankBrain

O RankBrain é uma evolução do Hummingbird em que o algoritmo passou a usar inteligência artificial e machine learning. Na prática, isso significa que o Google aprende sobre o que você pesquisa, onde costuma clicar e oferece os resultados mais relevantes personalizados para você.

Ocorrida em 2015, essa atualização foi uma grande conquista e mudou a forma como os resultados são apresentados e, consequentemente, como os conteúdos devem ser produzidos.

Agora que você já sabe como funciona o ranqueamento no Google e quais foram as mudanças ocorridas em 2021, conheça essas 5 ferramentas gratuitas para pesquisar palavras-chave e otimize ainda mais sua estratégia!

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