LGBTQ+ nas empresas

LGBTQ+ nas empresas: 5 formas de apoiar a comunidade

Não é muito comum vermos por aí a temática LGBTQ+ nas empresas, mas junho é o Mês do Orgulho LGBTQ+ e durante este período, muitas delas buscam realizar ações para mostrar que apoiam o movimento.

É um fato que o pink money (expressão relacionada ao poder de compra da comunidade LGBTQ+) atrai as organizações. Com isso, muitas têm se mostrado à favor do público, seja por interesse ou por real preocupação social.

Porém, o público tem ficado cada vez mais atento às causas sociais como essa. Por isso, somente mudar a cor do logo ou criar uma campanha bonita não é o suficiente. Aqui na 1nic Digital, nós realmente levantamos essa bandeira, mesmo porque nossa formação  conta com pessoas da sigla, inclusive essa que vos escreve. Neste artigo vamos mostrar 5 ações que podem ser realizadas para realmente apoiar a comunidade. Confira!

1. Dar oportunidade de trabalho à pessoas da sigla

Não adianta começar com a conversa da meritocracia. É fato que pessoas LGBTQ+ têm dificuldade de conquistar vagas, principalmente em cargos mais altos. Quando falamos nas travestis e nos transexuais a situação é ainda mais preocupante. 

Essa população é a mais discriminada e está na linha de frente da luta, buscando oportunidades que muitas vezes lhes são negadas. Quantas vezes você já foi atendido por uma travesti, um homem ou uma mulher transexual? A própria presença dessas pessoas em espaços profissionais já pode ser motivo de espanto.

Com exceção de alguns locais como salões de beleza, bares, lojas de shopping e em centrais de telemarketing, é muito raro que essas pessoas tenham espaço. Sem contar toda a dificuldade que elas têm em permanecer em espaços estudantis. Veja o vídeo abaixo:

A evasão escolar das pessoas transgênero resulta ainda mais na marginalização dessa população. É preciso, portanto, levar em consideração também a possível falta de qualificação (em alguns casos), que pode ser contornada por meio de treinamentos, ajuda com bolsas de estudo e outras ações que levem essas pessoas a conquistarem seus espaços.

A CNN tem um artigo em que mostra 10 empresas que contam com ações para a inclusão da população LGBTQ+ nas empresas. Entre as citadas estão o Grupo Pão de Açúcar, Ambev, Itaú Unibanco, Natura e outros grandes nomes.

A ONG TransEmpregos ajuda a conectar pessoas trans e empresas que precisam de profissionais. Que tal conhecer o trabalho deles? Acesse aqui.

2. Realizar eventos de conscientização

Mais do que dizer que apoia, é preciso mostrar na prática este apoio. Criar eventos que possam combater o preconceito por meio da informação é extremamente relevante para a causa. Veja abaixo alguns exemplos de ações de conscientização para respeito e inclusão de LGBTQ+ nas empresas.

A Bayer do Brasil, por exemplo, é uma empresa que tem um compromisso com a diversidade e criou o grupo BLEND. Por meio dele são desenvolvidas estratégias de comunicação, políticas e treinamentos específicos para levar à conscientização aos colaboradores sobre a causa. 

A GE do Brasil tem o hub GLBTA que implementa ações para impor o respeito e a diversidade. Eles também extendem todos os benefícios oferecidos para casais heterosexuais para os casais do mesmo sexo, participam do Fórum de Empresas e Direitos LGBT e têm parceria com a Casa 1 — centro cultural e de acolhimento de LGBTs em situação de risco em São Paulo.

Sua empresa pode não ter os mesmos meios para realizar ações tão grandes no momento, mas que tal uma palestra de conscientização com um palestrante que seja membro da sigla para levar conhecimento? Uma mesa redonda com temas relacionados aos movimentos também pode ser uma opção.

3. Apoiar ONGs

Por conta do preconceito, muitas pessoas LGBTQ+ são expulsas de casa e vivem marginalizadas. As ONGs buscam apoiar essas pessoas e acolhê-las, oferecendo auxílio para alimentação, acesso à saúde e até moradia. 

Essas ONGs precisam constantemente de apoio, ainda mais agora, durante a pandemia. Mais acima, falamos da Casa 1, localizada em São Paulo. Eles criaram um artigo listando 23 organizações e grupos LGBT pelo Brasil para ajudar durante a pandemia. Que tal sua empresa apoiar um deles e até estimular a doação por parte dos colaboradores?

4. Praticar ações realmente transformadoras

Quando a empresa levanta uma bandeira, ela pode ser alvo de críticas. Essa questão, por mais que não seja abordada, é um dos medos das corporações. Por causa disso, muitas optam por mostrar apoio de um modo que agrade a todos. O problema é que não há transformação sem incômodo.

Um grande exemplo recente foi o programa de Trainee da Magazine Luiza voltado para pessoas negras. Por conta dessa ação, a empresa chegou a ser denunciada para o Ministério Público do Trabalho 11 vezes. 

Mais tarde, o MPT concluiu que a política da empresa é legítima, que não existe ato ilícito no processo de seleção e que a reserva de vagas à população negra é plenamente válida e configura ação afirmativa, além de “elemento de reparação histórica da exclusão da população negra do mercado de trabalho digno”.

Infelizmente, diversos grupos não somente são contra as pessoas LGBTQ+, como também são contrários à criação de ações para a inclusão e aceitação de pessoas da sigla nos mais diversos espaços, incluindo no mundo corporativo. Quando se cria ações transformadoras, a empresa acaba por criar um embate com essas pessoas. 

Porém, estamos falando de aceitação das pessoas para elas serem quem são. Para que tenham liberdade de amar quem quiserem. Para promover a aceitação e inclusão de pessoas LGBTQ+ nas empresas é preciso lutar por isso. Então aqui vão algumas sugestões de ações transformadoras para implementar na sua empresa:

– Políticas rígidas contra atitudes preconceituosas que devem ser seguidas e repassadas às lideranças;

– Reconhecimento do nome social de pessoas transgênero;

–  Programas de incentivo para possibilitar o acesso de pessoas LGBTQ+ à cargos de liderança;

–  Recrutamento e seleção com etapas iniciais às cegas;

–  Cultura organizacional verdadeiramente inclusiva;

–  Canal direto para denúncias de comportamentos preconceituosos;

–  Direito de usar o banheiro de acordo com o gênero que se identifica (este aqui é até um direito das pessoas trans).

5. Ajudar na quebra de estereótipos

A mídia costuma mostrar estereótipos das pessoas LGBTQ+. Temos o gay caricato, engraçado e brincalhão. A lésbica nervosa e masculinizada. A travesti prostituta. A bissexual que tem múltiplos relacionamentos ao mesmo tempo. Por aí vai. Isso se reflete na maneira como as pessoas enxergam os LGBTQ+ nas empresas.

Chegou a hora de quebrar esses estereótipos e entender que cada indivíduo é único. Existem gays mal humorados, lésbicas femininas, travestis e transexuais com doutorado trabalhando em cargo de gestão das empresas, bissexuais monogâmicos e muito mais. Deixo aqui um vídeo que abre esse debate e vale muito a pena ser visto.

Para quebrar isso, é importante dar voz a diferentes histórias. Mostrar a pluralidade de personalidade dentro da sigla, como acontece com qualquer grupo. Que tal convidar pessoas da sigla (de fora da empresa) para contar suas histórias? Ou mesmo criar um material com este tema? São muitas as opções e com certeza existem muitas histórias por aí que valem a pena serem contadas.

Viu como existem muitas formas de promover a inclusão e o apoio das pessoas LGBTQ+ nas empresas? Compartilhe este artigo para que ele possa chegar mais longe!

Se você tem alguma sugestão ou informação para acrescentar ao artigo, compartilhe conosco no e-mail contato@1nicdigital.com.br

Imagem: The Gender Spectrum Collection

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