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Core Web Vitals: o que é e como ele afeta o seu SEO

Se você trabalha com SEO ou se estuda o tema, já deve ter ouvido falar bastante em Core Web Vitals nos últimos meses. Mas afinal, o que são essas novas métricas do Google? O que elas medem? Como elas afetam o seu desempenho no ranqueamento do buscador? Trouxemos essas informações para te ajudar a entender a nova atualização do Google. Confira!

Tudo começa com as Web Vitals

O Google não revela todos os fatores que ele utiliza para realizar o ranqueamento, mas entrega alguns deles, até mesmo para influenciar os sites a se atualizarem e realizarem mudanças que os tornem mais seguros e relevantes. 

“Então o Google quer me ajudar?”

Sim. Mas não apenas porque ele é bonzinho. Acontece, que sites melhores também significam opções mais relevantes para serem exibidas nas buscas. E é isso que ele faz: entrega respostas relevantes para as milhares de buscas realizadas diariamente.

Para ajudar no processo, ele tem as Web Vitals. São os fatores que ele considera essenciais para ranquear um site. Entre elas estão:

Mobile Friendly

Lançada em 2015, a atualização Mobile-friendly Update, também conhecida como “Mobilegeddon” anunciou que sites responsivos (que se adaptam a diversas telas) seriam beneficiados nas classificações das pesquisas. 

Em 2019, o Google foi além e passou a analisar as páginas mobile para classificar o ranqueamento em sua atualização Mobile First Indexing. Este foi o ultimato. Quem quisesse se posicionar bem no Google, precisaria ter um site preparado para acessos mobile. Ele disponibiliza uma ferramenta de compatibilidade para checar a sua pontuação mobile.

Navegação Segura

Para impedir que sites com vulnerabilidades pudessem causar transtornos aos usuários, o Google analisa se eles são realmente seguros. Caso não sejam, isso não afeta a classificação, mas são exibidos avisos nos resultados das buscas e também no navegador. É possível verificar se o seu site é considerado seguro também em uma ferramenta que o próprio buscador disponibiliza.

HTTPS

HTTPS é a sigla de Hypertext Transfer Protocol Secure (Protocolo de Transferência de Hipertexto Seguro). É uma versão criptografada do HTTP, usado para realizar a comunicação segura na Internet ou na rede. Também é um fator que o Google utiliza para o ranqueamento, portanto, se você ainda não o utiliza, deve pensar a respeito. Você consegue verificar se o site tem HTTPS na URL.

Nenhum intersticial intrusivo

Após implementar a atualização de dispositivos móveis, o Google percebeu que algumas páginas exibiam intersticiais intrusivos, que basicamente são pop-ups que ocupam a tela inteira. Ele considerou que esses elementos prejudicam a experiência dos usuários, principalmente em dispositivos móveis. 

Com isso, sites que usavam essas técnicas, passaram a não ter mais uma classificação tão alta. Mas atenção: não são todos os pop-ups que são considerados intrusivos. Na página da atualização, existem exemplos de como fazer e como não fazer. Vale a pena consultar.

Além desses fatores, existem outros indicados pelo Google para melhorar a experiência do usuário e, consequentemente, ranquear melhor. Estes eram (e ainda são) considerados os mais importantes, só que agora chegaram também as Core Web Vitals.

O que são Core Web Vitals?

A tecnologia evolui cada vez mais. Com isso, os sites podem ficar mais rápidos e proporcionar experiências cada vez mais incríveis. É assim que o Google pensa. Portanto, ele passa a cobrar cada vez mais fatores para que os sites acompanhem essa evolução.

A atualização das Core Web Vitals não foi implementada do nada. Ela já estava prevista desde 2020 e sua implementação foi até atrasada, muito provavelmente pelos sites não estarem adaptados.

Além disso, antes dela, já havia uma métrica sendo utilizada: FCP (First Contentful Paint ou Primeira Exibição de Conteúdo). Anunciada em 2019, ela avalia a classificação de carregamento do site, do momento em que qualquer coisa é exibida na tela.

Essa métrica não era a ideal, pois não significava que o elemento ou imagem que surgia era relevante. Então, ele passou a trabalhar em outras métricas que pudessem causar mudanças significativas. Surgiram então as Core Web Vitals:

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Fonte: Google

Elas passaram a incluir três aspectos: carregamento, interatividade e estabilidade visual. Em cada um deles, o Google estipulou um tempo definido como: bom, precisa de melhorias e ruim. Saiba o que cada um dos fatores verifica.

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Largest Contentful Paint (carregamento)

Essa métrica aponta a velocidade com que o maior elemento de conteúdo aparece na tela assim que o usuário acessa a página. Muitas vezes, o maior elemento é uma imagem ou um vídeo, por isso otimizá-los é importante. A métrica aponta que o ideal é que o site carregue em até 2,5 segundos quando acessado.

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Acima, vemos que as imagens do YouTube começam a aparecer na terceira tela. Agora, vejamos a Wikipédia:

lcp wikipedia

Já na segunda tela o carregamento ocorre. Estes são sites otimizados. Alguns sites que analisamos carregam apenas na última tela. Aí é que está o problema.

Saiba mais sobre LCP

First Input Delay (interatividade)

Essa métrica verifica em quantos milissegundos o servidor responde a sua ação, seja abrir um menu ou clicar em um botão ou link. Quando a resposta demora para ocorrer, normalmente o motivo são solicitações que ainda estão sendo processadas pelo navegador. Sites com JavaScript em excesso tendem a ter este problema. O Google pede que a ação ocorra em até 100 milissegundos ou menos.

Saiba mais sobre FID

Cumulative Layout Shift (estabilidade visual)

Mede as mudanças inesperadas da página, ou seja, a estabilidade visual. Basicamente, é quando os elementos mudam de posição inicial, um novo elemento surge ou muda de tamanho, impactando nos outros elementos.  

Imagine a seguinte situação: você acessa um site e nele tem um botão. Em segundo plano uma imagem termina de carregar e, assim que isso ocorre, o botão desce. É bem provável que você não consiga clicar no botão e talvez até clique em outro elemento que não era o que queria. É uma ação que prejudica a experiência do usuário e, devemos complementar, até irrita também.

Vale ressaltar, que anúncios, banners e até mudança de fontes durante o carregamento podem causar essa instabilidade. O Google mede a fração de impacto e distância do movimento do conteúdo, gerando a métrica CLS, que deve ficar abaixo de 0,1.

Saiba mais sobre CLS

Como analisar e melhorar as Core Web Vitals?

Existem diversas ferramentas que já medem as Core Web Vitals. O Google Search Console mais uma vez se apresenta como uma ferramenta essencial para o monitoramento da experiência do usuário e já tem relatórios dedicados para essas métricas. Veja este vídeo do Chrome Dev Summit 2020:

Além dele, você pode conferir páginas usando o Google PageSpeed Insights, a extensão Web Vitals e o Lighthouse. Porém, no Lighthouse não temos a informação do First Input Delay (FID).

Junto com as métricas, as ferramentas apontam possíveis melhorias e você pode segui-las para otimizar ainda mais o seu site. No final, podemos perceber que o Google na verdade acaba auxiliando você a tornar o seu site melhor, até mesmo apontando o que fazer para isso.

Inclusive, o Google publica alguns estudos de caso, provando que a mudança também é válida para as empresas. É o caso da Vodafone, que aumentou suas vendas em 8% após melhorar 31% do seu LCP.

Vale ressaltar, que o buscador já avisou que essas métricas estão em constante mudança. Provavelmente será sempre assim, por isso, precisamos continuar sempre atentos a elas.

Gostou do conteúdo? Confira também o nosso artigo sobre ranqueamento no Google e entenda o que é preciso para ranquear cada vez melhor no buscador!

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